Inspirado nas teorias de Sigmund Freud. O livro conta a história de um homem que possui um olfato extraordinariamente apurado mas não possui cheiro próprio.
”O Perfume” se divide em quatro partes, através das quais
Süskind apresenta a interessante história do jovem
perfumista Jean-BaptisteGrenouille.
Nascido na França do séc. XVIII, debaixo de uma banca de peixaria, em meio as víceras dos peixes, num ambiente que exalava podridão, deveria sucumbir à morte já nos primeiros minutos de vida, assim como seus quatro irmãos. No entanto, “(...) contrariando as expectativas, a coisa recém-nascida começa a chorar embaixo da mesa de limpar peixe” (Süskind, p. 13).
Ao gritar pela vida, agarrando-se a ela pela primeira vez, Jean-Baptiste condena à morte sua mãe relapsa. Morta em praça pública algumas semanas depois, a infanticida deixa seu único filho sobrevivente, órfão.
Durante sua infância, o jovem é constantemente submetido à situações que evidenciam o desprezo natural da humanidade por ele. Entretanto, o jovem Grenouille nasceu portador de um dom raro, seu olfato, altamente aguçado, é capaz de identificar e classificar os mais diferentes odores a consideráveis distâncias. Mais uma vez sua história se difere da história do resto das pessoas, Jean-Baptista é, sob diversos aspectos, singular.
Grenouille passa pela impiedosa mão de Madame Gaillard e em seu orfanato enfrenta diversas formas de agressão, lá aprende a fechar-se dentro de seu próprio universo. “Ao mundo não dava senão as suas fezes; nenhum sorriso, nenhum grito, nenhum brilho dos olhos, nem sequer um cheiro próprio” (SÜSKIND. 1985. p. 26).
É vendido ao Monsieur Grimal, dono de um curtume, onde Jean passa a ser praticamente um escravo. Logo percebe que no curtume ele vale o que produz. O valor de seu notável talento no mundo dos odores permanece ignorado pelos outros.
Descobre um dia um tipo de fragrância rara e especial, em meio ao fedor que abafava a sociedade francesa da época. A fragrância, emanada por uma bela jovem, o deixou absolutamente inquieto, “ Não viu seu rosto com sardas, a boca rubra, os grandes olhos completamente verdes, pois manteve os seus olhos bem cerrados enquanto a estrangulava, tendo somente uma preocupação: não perder nada de sua fragrância” (SÜSKIND. 1985. p. 43). A medida em que o cadáver esfriava, se desprendiam dele os últimos fio da essência da vida e , com ela, sumiam também as moléculas do estupendo aroma que fascinava Grenouille.
Conheceu o perfumista Baldini que, reconhecendo suas habilidades olfativas, logo percebeu que seria um bom negócio comprá-lo de Grimal. O perfumista decadente voltou a ter seu nome valorizado entre a elite francesa, graças a genialidade de Jean-Baptiste. Grenouille não recebia os méritos por seu trabalho, resignado, ele se concentrava em aprender sobre todas as substâncias aromáticas e dominar todos os processos e procedimentos artesanais dos perfumes.
A segunda parte da obra mostra Jean com outras perspectivas. Em Paris o “cheio de gente” o havia sufocado. “(...) acreditara que era o mundo de um modo geral que ele precisava escapar. Não era, porém, do mundo, mas das pessoas. Parecia-lhe que num mundo vazio de gente até dava para viver” (SÜSKIND. 1985. p. 104).
Passou a viver em uma montanha, isolado e satisfeito em sua gruta que para ele era um palácio. Teve, enfim, a desventura de descobrir que não tinha cheiro. Ele, o gênio do mundo dos odores, ironicamente inodoro. Novamente decide dar um outro ruma à sua vida. Segue para a cidade de Pierrefort, onde cai nas graças do Marquês de La Taillade-Espinasse, senhor da cidade e membro do Parlamento em Toulouse. Dedica-se ao desenvolvimento de um aroma “humano” e, finalmente entende a grandeza de seu dom e a reação que ele pode causar nas pessoas. Adquire prestígio, fama e dinheiro, no entanto, empacota suas coisas e parte secretamente para Grasse!
A terceira parte da obra nos mostra Jean na capital do perfume, onde ele fareja a essência corporal de uma jovem, pela qual ele decide esperar dois anos, até que seu aroma esteja suficientemente maduro. Enquanto espera, dedica-se a experiências a fim de descobrir um método eficiente de aprisionar o odor humano. Bem sucedido em seus experimentos, dominava agora o processo para a captação do odor, este demorava algumas horas, o que não constituía um problema, já que a vítima que teria seu odor capturado estaria imóvel em decorrência de sua morte.
Depois de vinte e quatro assassinatos, sendo todas as vítimas jovens, pertencentes as mais variadas camadas sociais, Grenouille tinha uma admirável coleção de adores humanos. Grenouille encontra então a jovem Laure, portadora do odor perfeito para coroar sua coleção. Os esforços do pai de Laure para salvá-la das mãos do misterioso assassino que aterrorizava Grasse são em vão. Jean-Baptiste precisa dela e definitivamente irá possuí-la.
Intensas buscas foram realizadas, o povo de Grasse precisava capturar o assassino e o fez. Jean foi preso e torturado, o dia de sua execução foi marcado. O povo espera eufórico pelo que considerava justiça. Mas Grenouille era um gênio e usaria isso a seu favor. De posse da sua coleção de essências humanas, ele a manipula para obter daquele conjunto o odor ideal para manipular os sentimentos da população a seu respeito. Bem sucedido o povo, que antes o detestava, agora o adoraval, tal um uma figura angélica. O frenesi era tanto que as pessoas se entregaram ao mais explícitos gestos de amor, sem pudor algum. Tal amor era resposta ao inebriante aroma proveniente de Grenouille, confundia e excitava as pessoas levando-as a comportamentos animalescamente instintivos. Ele triunfara. Escapou da prisão e da condenação, mas o falso amor que aquele povo agora sentia por ele causou-lhe desprezo.
Na parte final da obra, Jean segue para o fétido local onde nascera, sua memória olfativa o conduziu ao local onde sua terrível história teve início. Junto aos seus, povo detestável e sujo, escoria à qual pertencia, foi escrever o restante de sua história. Despejou todo o conteúdo de seu “mágico” frasco sobre si, aquele povo, como o de Grasse, não pode se conter perante o embriagante aroma que sentia mas, se em Grasse algumas gotas daquele odor já causaram a animalização dos sentidos humanos, entorpecendo-lhes a razão, na Rue aux Fers, a intensidade do odor foi incrivelmente maior, fazendo com que os presentes se atirassem sobre Grenouille com tal voracidade que não era possível saciar-se dele. O devoraram e, quando não sobrava mais nada de Jean-Baptiste Grenouille, as pessoas retornaram para o que faziam com a certeza de que aquele ritual canibalístico havia sido um ato de amor.
fonte wikipédia
07/01/2009 @ 18:25:16
por pucca
OKSOPAKSPOKASOKSOK chiquê benhê....
06/01/2009 @ 17:23:19
por pucca
ain como eu so importante q ...
05/01/2009 @ 19:30:58
por Maycon